Página de autor e E-E-A-T em 2026: como mostrar quem escreve seu blog pro Google e pra IA confiarem
O que o Google diz sobre E-E-A-T e autoria, o que colocar na página de autor, como marcar author no schema Article e por que perfil de autor inventado derruba a confiança.
Resposta curta: o Google diz que E-E-A-T não é um fator de ranking isolado, mas recomenda deixar claro quem escreveu cada texto. Na prática: assinatura visível em todo post, assinatura que leva a uma página de autor com histórico real, e o campo author do schema Article com tipo Person e url dessa página.
Muito blog cuida do título, da meta description e dos links internos, e esquece de uma pergunta simples que todo leitor faz: quem escreveu isso? Um texto sem nome, ou assinado por "Equipe", dá menos motivo pra alguém confiar. Isso vale pra quem chega pelo Google e pra quem chega por uma resposta de IA que citou o seu post.
Este guia junta o que a documentação do Google Search Central diz sobre autoria e E-E-A-T, conferida em 26 de outubro de 2026, e transforma isso num passo a passo pra blog pequeno. Onde a recomendação é nossa e não do Google, o texto avisa.
O que é E-E-A-T e por que ele não é um fator de ranking?
E-E-A-T é a sigla que o Google usa pra quatro aspectos de um conteúdo: experiência, especialidade, autoridade e confiabilidade (em inglês, experience, expertise, authoritativeness e trustworthiness). Segundo a página "Creating helpful, reliable, people-first content", os sistemas do Google usam uma mistura de fatores pra identificar conteúdo que demonstra esses aspectos.
Três frases dessa página mudam a forma de pensar o assunto:
- Confiança é o mais importante. O Google escreve que os outros três aspectos contribuem pra confiança, e que um conteúdo não precisa demonstrar todos eles.
- E-E-A-T não é um fator de ranking específico. Não existe uma nota de E-E-A-T que o seu site recebe. O que existe são sinais que, juntos, ajudam a identificar conteúdo confiável.
- Temas sensíveis pesam mais. Pra assuntos que podem afetar saúde, estabilidade financeira ou segurança das pessoas, chamados de YMYL (Your Money or Your Life), os sistemas dão ainda mais peso a conteúdo com E-E-A-T forte.
A mesma página explica o papel dos avaliadores de qualidade: são pessoas que ajudam o Google a conferir se os resultados estão bons, seguindo as diretrizes publicadas pra eles. O Google diz que esses avaliadores não controlam o ranking e que os dados deles não entram direto nos algoritmos. Ler as diretrizes serve como autoavaliação, não como manual de truques.
O que o Google pergunta sobre quem escreveu o conteúdo?
A página do Google organiza a autoavaliação em três perguntas: quem criou o conteúdo, como ele foi criado e por quê. Sobre o "quem", as perguntas sugeridas são estas:
- Fica evidente pro visitante quem é o autor do conteúdo?
- As páginas têm assinatura onde o leitor esperaria uma?
- A assinatura leva a mais informação sobre o autor, com o histórico dele e os assuntos sobre os quais escreve?
O Google diz que incentiva fortemente informação de autoria precisa, como assinaturas em conteúdos onde o leitor espera uma. E faz um alerta no mesmo parágrafo: inventar perfis de autor, com foto gerada por IA, nome inventado ou credencial falsa pra parecer que um especialista escreveu o texto, é uma forma de engano. Segundo a página, qualquer engano torna a página pouco confiável pros usuários e pros sistemas automáticos.
Isso responde de uma vez a tentação de criar um "autor especialista" fictício pro blog. Não ajuda, e o Google trata como sinal de página de baixa qualidade.
O que colocar numa página de autor?
O Google não publica um modelo de página de autor. A lista abaixo é recomendação nossa, montada a partir das perguntas do próprio Google: a assinatura precisa levar a informação sobre quem escreve e sobre o que essa pessoa escreve.
| Item | O que escrever | Por que entra |
|---|---|---|
| Nome real | O mesmo nome que aparece na assinatura de cada post | Responde a primeira pergunta do Google: quem escreveu |
| Função | O que a pessoa faz hoje, em uma linha | Mostra de onde vem a experiência |
| Assuntos | Os temas sobre os quais ela escreve no blog | É o que o Google cita: as áreas sobre as quais o autor escreve |
| Experiência verificável | Projetos, empresa, cargos, sempre coisas que alguém pode conferir | Credencial que não dá pra conferir não gera confiança |
| Perfis públicos | Links pro LinkedIn, X ou site pessoal | Dá ao leitor e às máquinas um jeito de ligar o nome à pessoa |
| Lista de posts | Os artigos assinados por ela | Mostra consistência no tema |
Duas regras práticas pra essa página:
- Escreva só o que é verdade e conferível. Se a pessoa não tem certificação, não invente uma. Experiência real contada com detalhe vale mais que título genérico.
- Use o mesmo nome em todo lugar. Assinatura do post, página de autor, schema e perfis sociais com o mesmo nome facilitam que leitores e sistemas entendam que é a mesma pessoa.
Os perfis sociais linkados na página de autor também contam. Se a bio do LinkedIn diz uma coisa e a página de autor diz outra, o leitor percebe. O guia de perfil do X e do LinkedIn ajuda a deixar bio e headline coerentes com o que você publica.
Como marcar o autor no schema Article?
A página de dados estruturados de artigo do Google tem uma seção só sobre boas práticas de autoria. Os pontos principais:
- Inclua todos os autores. Quem aparece como autor na página também precisa estar no markup.
- Um autor por campo. Com dois autores, cada um vai num item separado da lista author. Não junte os dois nomes no mesmo campo.
- Use type e url (ou sameAs). O Google recomenda fortemente esses campos. Pra uma pessoa, o url pode apontar pra página de autor no seu site.
- Só o nome em author.name. Nada de cargo, nome da empresa, "Dr." ou "postado por" dentro do nome. Cargo vai em jobTitle, empresa vai em publisher, títulos vão em honorificPrefix ou honorificSuffix.
- Tipo certo. Person pra pessoas e Organization pra organizações. O Google pede pra não usar o tipo Thing nem trocar um pelo outro.
Um exemplo no formato que o Google mostra, com dados ilustrativos:
"author": [{
"@type": "Person",
"name": "Nome do Autor",
"jobTitle": "Fundador",
"url": "https://seusite.com/autores/nome-do-autor"
}],
"publisher": {
"@type": "Organization",
"name": "Nome da Empresa",
"url": "https://seusite.com"
}
A mesma página avisa que o Google não garante que recursos baseados em dados estruturados apareçam nos resultados. E o markup precisa bater com o que está na página: se o post diz um autor e o schema diz outro, o problema é seu. O passo a passo do resto do schema do blog está no guia de dados estruturados.
E quando o texto foi escrito com ajuda de IA?
A pergunta "como" do Google cobre esse caso. A página diz que conteúdo automatizado, gerado ou assistido por IA pode ter um componente de "como foi feito", e sugere três perguntas quando a automação gerou boa parte do texto:
- O uso de automação fica evidente pro visitante, por aviso ou de outra forma?
- Você explica como a automação ou a IA foi usada?
- Você explica por que a IA foi útil pra produzir aquele conteúdo?
O Google diz que esses avisos fazem sentido onde alguém poderia se perguntar "como isso foi criado?". E deixa um limite claro na pergunta "por quê": usar automação, incluindo IA, pra produzir conteúdo com o objetivo principal de manipular o ranking é violação das políticas de spam.
Na prática, autoria e IA não brigam. Uma pessoa real que assina, revisa e responde pelo texto continua sendo o autor, mesmo que tenha usado IA no rascunho. O que não pode é inventar a pessoa. Pra decidir quando avisar, veja o guia de rótulo de IA, e pra revisar o texto antes de publicar, o checklist de SEO com texto de IA.
Como mostrar experiência dentro do próprio texto?
A página de autor diz quem é a pessoa. O texto precisa mostrar que ela sabe do que fala. A documentação do Google sobre conteúdo útil lista o que os avaliadores observam no conteúdo principal: esforço, originalidade, talento ou habilidade e precisão. A lista abaixo é sugestão nossa pra levar esses quatro pontos pro dia a dia:
- Esforço: inclua o que você testou, o passo a passo que seguiu e o que deu errado. O Google cita como baixo esforço gerar grandes volumes de texto com IA sem supervisão ou curadoria.
- Originalidade: traga algo que não está em outros sites, como um processo seu, um exemplo do seu trabalho ou uma comparação que você mesmo fez.
- Habilidade: escreva com clareza. A página lembra que nem todo conteúdo exige especialista; contar uma experiência real já é valioso.
- Precisão: cite fonte com link e data. Em tema YMYL, o Google pede alta precisão e alinhamento com o consenso de especialistas. O guia de posts com números mostra como citar dado sem errar.
Bastidores contados de verdade também mostram experiência. Se você tem histórias do seu trabalho, o guia de posts com história real ajuda a transformar isso em texto. E pra ser citado por respostas de IA, o checklist de AEO e GEO complementa este guia.
Checklist de autoria pra revisar hoje
- Todo post tem assinatura visível com nome real.
- A assinatura é um link pra página de autor.
- A página de autor tem função, assuntos, experiência conferível e perfis públicos.
- O nome é o mesmo no post, na página de autor, no schema e nas redes.
- O schema Article tem author com @type Person, name só com o nome e url da página de autor.
- Nenhum autor, foto ou credencial foi inventado.
- Posts com uso relevante de IA dizem como a IA foi usada, quando o leitor esperaria saber.
- Cada fonte citada tem link e data de conferência.
Onde o Otto entra
O Otto é um copiloto de conteúdo que escreve na sua voz pro X, pro LinkedIn e pro Threads. Ele ajuda na parte da autoria que acontece fora do blog: manter o seu nome associado a um tema, com a sua voz, em todas as redes que a página de autor linka.
- Rascunho na sua voz. O Otto escreve a partir do perfil de voz, das memórias e dos vetos que você ensinou. O guia de voz explica como montar esse documento.
- Aviso de texto com cara de IA. Cada rascunho volta com uma análise que marca os trechos que podem soar como IA e sugere como reescrever só aquele trecho.
- Rascunho antes de publicar. O texto nasce como rascunho, que você lê, ajusta e só depois publica ou agenda. Assim, o post que leva o seu nome é um texto que você leu.
Assinar com o seu nome só funciona se o texto for seu de verdade. Conheça o Otto e publique com consistência sem abrir mão disso.
Perguntas frequentes
E-E-A-T é um fator de ranking? Não como fator isolado. O Google diz que E-E-A-T não é um fator de ranking específico, mas que seus sistemas usam uma mistura de fatores que ajudam a identificar conteúdo com bom E-E-A-T.
Blog de empresa pode assinar como "Equipe"? O Google recomenda autoria precisa onde o leitor espera uma assinatura e aceita Organization como autor no schema. Recomendação nossa: quando uma pessoa escreveu, assine com o nome dela. Isso responde melhor a pergunta "quem criou isso?".
Posso usar um nome fictício ou um avatar de IA como autor? Não. A página do Google cita nomes inventados, fotos geradas por IA e credenciais falsas como forma de engano, e diz que isso é sinal de página de baixa qualidade.
O que vai no campo author.name do schema? Só o nome da pessoa. Cargo vai em jobTitle, empresa vai em publisher e títulos como "Dr." vão em honorificPrefix.
Preciso avisar que usei IA em todo post? O Google sugere aviso onde alguém poderia se perguntar como o conteúdo foi criado, principalmente quando a automação gerou boa parte do texto. Não é uma exigência pra todo post.
Os avaliadores de qualidade do Google mudam o ranking do meu site? Não. Segundo o Google, eles não controlam o ranking e os dados deles não entram direto nos algoritmos. Servem pra conferir se os sistemas estão funcionando.
Fontes
- Creating helpful, reliable, people-first content, Google Search Central: definição de E-E-A-T, confiança como aspecto principal, YMYL, papel dos avaliadores, perguntas Quem, Como e Por quê e alerta sobre perfis de autor inventados. Conferida em 26/10/2026.
- Article structured data, Google Search Central: boas práticas de author, type, url, sameAs, jobTitle e publisher. Conferida em 26/10/2026.
- Search Quality Evaluator Guidelines, Google: diretrizes usadas pelos avaliadores de qualidade, citadas pelo Google como material de autoavaliação. Conferida em 26/10/2026.
- Person, schema.org: propriedades do tipo Person, como jobTitle, url e sameAs. Conferida em 26/10/2026.
- Documentação do MCP do Otto: perfil de voz, memórias e vetos, aviso de texto com cara de IA e fluxo de rascunho. Conferida em 26/10/2026.