Texto alternativo em 2026: como descrever imagens no X, no LinkedIn e no Threads e alcançar quem usa leitor de tela
O texto alternativo descreve a imagem pra quem usa leitor de tela. Veja onde adicionar no X, no LinkedIn e no Threads, como escrever uma boa descrição e o checklist antes de postar.
Texto alternativo é a descrição escrita de uma imagem, lida em voz alta por leitores de tela pra quem é cego ou tem baixa visão. No X, no LinkedIn e no Threads, você adiciona essa descrição antes de publicar, no botão "Alt" da imagem. Uma boa descrição diz o que importa na imagem em uma ou duas frases.
Quase todo post com imagem sai sem ela. Não por má vontade: o botão é pequeno, ninguém cobra, e quem enxerga a imagem nem percebe que falta alguma coisa. Só que, pra quem navega com leitor de tela, um print sem descrição vira um buraco no meio do post. E se a imagem é justamente o argumento (um gráfico, um trecho de conversa, um antes e depois), o post inteiro perde o sentido.
Este guia mostra onde fica o campo em cada rede, como escrever uma descrição que ajuda de verdade e um checklist curto pra usar antes de postar.
O que é texto alternativo e por que ele importa nas redes?
O texto alternativo (também chamado de alt text ou descrição da imagem) é um texto que fica associado à imagem e não aparece no feed. Ele é lido por leitores de tela e, em páginas da web, também ajuda quem está com conexão lenta, como lembra a documentação do Google.
A Central de Ajuda do X explica a função assim: a descrição torna o conteúdo acessível a mais pessoas, inclusive quem é cego ou tem baixa visão, e uma boa descrição é concisa e ajuda a entender o que está acontecendo na imagem. A ajuda do LinkedIn diz o mesmo com outras palavras: o alt text permite que quem usa leitor de tela entenda o que há na imagem, e ele não fica visível pra quem não usa.
Tem três motivos práticos pra levar isso a sério:
- Você fala com mais gente. Um post que depende de um print só funciona pra quem consegue ver o print. Com a descrição, ele funciona pra todo mundo que chega até ele.
- Você controla o que é dito. A ajuda do LinkedIn avisa que a rede pode adicionar alt text automaticamente em imagens que não têm. Uma descrição gerada sem contexto pode errar o ponto do seu post. Escrever a sua evita isso.
- No seu site, é obrigação. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), no artigo 63, torna obrigatória a acessibilidade nos sites mantidos por empresas com sede ou representação comercial no país, conforme as diretrizes adotadas internacionalmente. A lei fala de sites, não de posts, mas quem já descreve as imagens nas redes leva o hábito pro blog e pra landing page.
Onde adicionar a descrição no X, no LinkedIn e no Threads?
Nas três redes, o campo aparece depois que você anexa a imagem e antes de publicar. A tabela resume o que cada plataforma documenta.
| Rede | Onde fica | O que a documentação diz |
|---|---|---|
| X | Botão +Alt sobre a imagem no app; Add description no x.com | Limite de 1.000 caracteres por descrição. Dá pra descrever cada imagem do post. Não dá pra adicionar descrição em vídeo. |
| Botão ALT abaixo da imagem, depois do upload | Funciona em imagens do feed e em imagens dentro de artigos. A rede pode gerar alt text automático quando você não escreve; no computador, ela avisa, no celular, não. | |
| Threads | Selo Alt no canto inferior esquerdo da imagem no app; no navegador, menu de três pontos da imagem e Add alt text | A conta oficial do Threads descreveu o caminho no navegador em agosto de 2025. Guias de acessibilidade indicam que cada imagem recebe a sua descrição. |
Dois detalhes que costumam pegar:
- Cada imagem tem o seu campo. Em post com várias imagens, a descrição da primeira não vale pras outras. Abra uma por uma.
- Corrigir depois nem sempre é fácil. O guia Accessible Social, que acompanha essas ferramentas, registra que no LinkedIn a edição da descrição depois de publicado é feita pelo computador, e que no Threads não dá pra editar o alt text de um post já publicado: seria preciso apagar e postar de novo. Por isso vale escrever antes.
Se você publica por uma ferramenta de agendamento, confira se ela tem um campo de descrição da imagem. Quando não tiver, a saída é publicar os posts com imagem importante direto no app da rede.
Como escrever uma boa descrição: 6 regras
O W3C, consórcio que publica as diretrizes de acessibilidade da web, tem uma árvore de decisão pra texto alternativo. O princípio por trás dela vale pras redes: a descrição precisa entregar a mesma informação ou função que a imagem entrega no contexto em que aparece. Na prática:
- Comece pelo que importa pro post. Se o post é sobre o resultado de um teste, a descrição fala do resultado, não da cor do fundo.
- Não comece com "imagem de" ou "foto de". O leitor de tela já anuncia que é uma imagem.
- Transcreva o texto que aparece na imagem quando ele é o conteúdo. Frase em destaque, título de slide, trecho de conversa: escreva o que está escrito.
- Não repita a legenda. Se o texto do post já diz tudo o que a imagem mostra, a descrição pode ser curta e dizer só o que falta.
- Seja específico, sem inventar. Descreva o que está na imagem. Não acrescente interpretação, número ou detalhe que não está lá.
- Imagem decorativa também pede uma palavra. Algumas redes não aceitam descrição vazia como o HTML aceita. Um guia do Departamento de Deficiência de Los Angeles recomenda indicar que a imagem é decorativa, pra plataforma não gerar uma descrição automática imprecisa.
Exemplos de antes e depois por tipo de imagem
Os exemplos abaixo são ilustrativos, pra mostrar o raciocínio. Troque pelos detalhes reais da sua imagem.
Print de um post ou de uma conversa
- Antes: "print"
- Depois: "Print de um comentário no LinkedIn que diz: 'Testei o método da semana passada e funcionou.'"
Foto de bastidor
- Antes: "foto do escritório"
- Depois: "Mesa com dois notebooks abertos e um quadro branco ao fundo com o roteiro de posts da semana escrito à mão."
Slide ou imagem com frase
- Antes: "card com frase"
- Depois: "Fundo creme com a frase em letras grandes: 'Escreva pra uma pessoa, não pra todo mundo.'"
Imagem decorativa
- Antes: (vazio)
- Depois: "Imagem decorativa: textura verde abstrata."
Repare que a versão "depois" não é longa. Ela só responde à pergunta que alguém que não vê a imagem faria: o que tem aí que eu preciso saber?
Print, gráfico e carrossel: os casos difíceis
Gráfico. Diga o tipo de gráfico, o que ele compara e a conclusão que você quer que a pessoa tire. Se o número é o ponto, escreva o número, desde que ele esteja no gráfico e seja real. Se o gráfico é complexo demais pra caber, resuma a conclusão e coloque os dados no texto do post.
Print com muito texto. Resuma o essencial no alt text. Quando o texto inteiro importa, a orientação do guia de Los Angeles é transcrever no próprio post e usar a descrição pra explicar o layout.
Carrossel em PDF no LinkedIn. A ajuda do LinkedIn sobre alt text fala de imagens do feed e de imagens em artigos, não de documentos em PDF. A saída mais segura é garantir que o texto de cada slide seja legível e que o post resuma a ideia principal. Pra montar o carrossel em si, veja o guia de carrossel no LinkedIn.
Vídeo. O X informa que a descrição de imagem não pode ser adicionada a vídeos. Pra vídeo, o caminho é legenda e um texto de post que explique o conteúdo.
Texto alternativo ajuda no SEO e na busca por IA?
As centrais de ajuda das três redes tratam a descrição como recurso de acessibilidade e não dizem que ela aumenta alcance. Trate como acessibilidade, não como truque de distribuição.
No seu site, a conversa muda. O Google diz, na documentação de SEO de imagens, que o alt text é o atributo mais importante pra dar contexto a uma imagem, que ele usa esse texto junto com visão computacional e o conteúdo da página pra entender o assunto da imagem, e que encher o alt de palavra-chave prejudica a experiência e pode fazer o site ser visto como spam.
Pra quem também publica em blog, o mesmo hábito serve pros dois lados: a descrição que ajuda uma pessoa com leitor de tela é a mesma que ajuda um buscador ou um assistente de IA a entender a imagem. Se você quer aprofundar essa parte, veja o checklist de AEO e GEO e o guia de SEO com texto de IA.
Checklist antes de postar
Use esta lista nos 30 segundos entre anexar a imagem e clicar em publicar:
- Toquei no botão Alt de cada imagem do post.
- A descrição começa pelo que importa pro post.
- Não começa com "imagem de" ou "foto de".
- Transcrevi o texto que aparece na imagem quando ele é o conteúdo.
- Não repeti a legenda palavra por palavra.
- Não acrescentei nada que não está na imagem.
- Imagem decorativa está marcada como decorativa.
- Se é vídeo, tem legenda e o texto do post explica o conteúdo.
Se você quer transformar isso em rotina, coloque a regra no seu guia de voz e na etapa de revisão da sua produção em lote.
Onde o Otto entra
O Otto escreve seus posts do X, do LinkedIn e do Threads na sua voz e agenda tudo, então a parte que mais toma tempo da semana já sai pronta. O tempo que sobra vai pro que nenhuma ferramenta faz por você com o mesmo cuidado: olhar a imagem, decidir o que ela precisa dizer e escrever a descrição.
Conheça o Otto e deixe a escrita e a agenda dos posts com ele, pra sobrar tempo pros detalhes que fazem o post funcionar pra todo mundo.
Perguntas frequentes
Qual o tamanho ideal de um texto alternativo?
O suficiente pra dizer o que importa, normalmente uma ou duas frases. No X, o limite documentado é de 1.000 caracteres, mas isso é teto, não meta. Se precisar de muito mais, o conteúdo provavelmente deveria estar no texto do post.
O texto alternativo aparece pra todo mundo?
Não no feed. A ajuda do LinkedIn diz que o alt text não fica visível pra quem não usa leitor de tela. No Threads, o guia Accessible Social descreve um selo que mostra a descrição pra quem ativa o recurso nas configurações de acessibilidade.
Posso deixar a rede gerar a descrição automaticamente?
O LinkedIn pode gerar alt text quando você não escreve. A descrição automática não sabe por que a imagem está no seu post, então tende a descrever o óbvio e perder o ponto. Escreva a sua sempre que a imagem carrega informação.
Dá pra adicionar texto alternativo em vídeo?
No X, não: a Central de Ajuda diz que a descrição de imagem não pode ser adicionada a vídeos. Pra vídeo, use legenda e explique o conteúdo no texto do post.
Emoji e hashtag entram na descrição?
Evite. O leitor de tela costuma ler cada emoji pelo nome e cada hashtag como texto, o que deixa a descrição longa e confusa. Hashtag fica no post; veja quantas usar e onde colocar.
Fontes
- X Help Center: How to make images accessible for people (versão arquivada em 11/09/2026 no Internet Archive), conferido em 18/10/2026
- LinkedIn Help: Add alternative text to images for accessibility, conferido em 18/10/2026
- LinkedIn Help: Share photos on LinkedIn, conferido em 18/10/2026
- Threads: post oficial da conta @threads sobre marcar spoiler, marcar pessoas e adicionar alt text no navegador, conferido em 18/10/2026
- Accessible Social: Alt Text on Threads e Alt Text on LinkedIn, conferidos em 18/10/2026
- City of Los Angeles Department on Disability: Social Media Accessibility, conferido em 18/10/2026
- W3C WAI: An alt Decision Tree, conferido em 18/10/2026
- Google Search Central: Google image SEO best practices, conferido em 18/10/2026
- Lei 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão), artigo 63, conferido em 18/10/2026